Eu já perdi tantas chaves ao longo do tempo. Tantas canetas, borrachas, cadernos cheios de anotações, tantas avaliações escolares por confusão de data, um ano inteiro no ensino fundamental, sessão no cinema, óculos, celular, tênis, milhões de idéias que esqueci de anotar, o momento certo de dizer, o momento certo de calar, dinheiro, cheques em branco, incontáveis oportunidades (algumas profundamente significativas), o brinco predileto, cd´s, livros, o medo de me expor, prendedores de cabelo, fotografia, carta, respiração, tantas horas do dia dedicadas a nada pra fazer, amor, pessoas, postura, juízo, senso, noção de tempo, razão...
Engraçado, não parecia haver nada que eu não fosse capaz de perder...